terça-feira, 31 de maio de 2011

Projeto Buxus Sempervirens (Buxinho)

Nome popular: Buxinho; Buxinha; Buxina
Nome científico: Buxus sempervirens.
Família: 
Buxaceae
Origem: Mediterrâneo, Oriente e China.


O Buxinho é um arbusto lenhoso muito utilizado na topiaria em todo o mundo, principalmente nos jardins do estilo clássico francês. Seu crescimento é muito lento, mas o arbusto pode alcançar de 2 a 5 metros de altura. Possui folhas muito verdes, bem adensadas, e são relativamente fáceis de moldar, pois seus ramos não crescem tão rapidamente.
Pode ser cultivada em vasos ou diretamente no solo, sendo comumente utilizada para a produção de bonsais. Sua madeira é muito dura e é utilizada em alguns instrumentos musicais.
Em jardins é utilizado com freqüência como planta para bordaduras, muros, desenhada ou não, e mantida sempre podada, proporciona um belo efeito ornamental. A forma de topiaria mais comum é a arrendondada.
Vale lembrar que sua folha possui um composto tóxico (buxina), mas só causa problemas quando sua folha é ingerida, o que é muito difícil acontecer. Para que a sua mão não fique irritada, é preferível o uso de luvas.

Como cuidar: O Buxinho cresce melhor em ambientes com alta luminosidade, preferencialmente em sol pleno, mas ele tolera sombra durante parte do dia, o que eu prefiro levando em conta que minha região no verão, o sol é muito forte, já vi várias espécies serem torradas no sol pleno, então mantenho em meia sombra, tomando o sol da manha. É uma planta rústica, e exige poucos cuidados de manutenção.
Faça regas freqüentes, mantendo o solo úmido, mas cuidado para não manter encharcado.
Pode ser cultivada em vasos grandes por longo tempo, se podada com freqüência. Para que a planta mantenha um visual compacto devemos fazer podas freqüentes. Geralmente uma poda por mês é suficiente, mas isso dependerá do crescimento da planta.


Como reproduzir: Podemos multiplicá-los por estacas obtidas do ponteiro, cortadas no final do inverno.


                         Buxinho recém transplantado e ainda sem forma, sem arame, crescimento livre!!!!




                      Depois da 1ª poda de alguns galhos e aramação, buscando a definição do estilo.

  O tronco que estava "escondido", ganhou destaque, até que com um bom calibre, levando em conta a tenra idade da planta.

Agora é somente aguarda o lento crescimento da planta, e exercitar a paciência!!!! Espero no futuro estar postando mais fotos deste projeto.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Projeto Primavera( bougainville)

Caros amigos,


Um belo dia de outono depois de ter namorado muito uma bongainville  nascida em um terreno em frente a minha casa, resolvi tentar fazer um Yamadori com ela, mas me sentia desanimado por ter perdido alguns exemplares, colhi uma estaca bem antiga, com uns 12 anos, um calibre bem desenvolvido e plantei em um vazo fundo, já que essa espécie não se dar muito bem em vasos rasos. Utilizando pedriscos no fundo juntamente com areia e  terra preta.
Após poucos dias a brotação já era intensa. Se desenvolvendo bem rápido, ganhando força e com crescimento vigoroso.

                              Crescimento Livre, após poucos meses!!!!

Em meados no mês de maio de 2011, resolvi arriscar podar um galho para reduzir o tamanho e ver como a plantar iria se comportar a poda deste galho, pois já tive experiência de realizar a poda e nao ter sucesso com a planta.

Após algumas semanas de observação, percebi que o galho que havia sido podado estava se comportando muito bem.

Foi aí que resolvi fazer uma poda mais drástica, tentando já buscar uma futura forma, bem como reduzir a altura da planta.




                     Agora depois da poda já com a copa reduzida,  e um pouco de arame!

Planta se encontra assim no dia 26 da maio de 2011, vamos aguardar e ver como essa planta vai se comportar, espero em poucos meses estar postando novas fotos  com a planta já bem desenvolvida.

Aguardem novas postagens

domingo, 22 de maio de 2011

Bouganville (Primavera) 01

Nomes populares: Primavera, Três Marias, Bougainvillea.

Origem: América do Sul (Brasil).

Características: Na natureza, é uma planta trepadeira, com brotos que chegam aos 4 metros de altura. Possui folhas verde-brilhantes, delicadas e com pequenos pelos. As flores surgem na primavera e verão, que por si só são insignificantes, protegidas por três brácteas – folhas modificadas – de cores branca, rosadas, violetas ou vermelhas. Tem um crescimento inicial rápido, diminuindo quando cultivada em vasos. É uma planta fácil de conduzir como bonsai, pois seus galhos jovens permitem a modelagem e a planta adquire robustez com o tempo.

Aramação: Arame os galhos mais lenhosos deixando aramado de três a cinco meses.

Ambiente: Necessita de muita luz e suporta a incidência direta da luz solar. Ama o calor. Nas regiões quentes pode passar o Verão no jardim. No Inverno, deve ser mantida protegida contra geadas e fortes chuvas. Costuma perder suas folhas em temperaturas muito baixas.

Rega: Molhe com freqüência, porém não em abundância, pois o excesso de umidade provoca a perda das folhas. No verão regue todos os dias. Antes da floração, diminua a rega para favorecer o desenvolvimento dos brotos florais. Depois, volte a regar normalmente.

Adubação: Da Primavera até o Verão, adube normalmente com matéria orgânica (torta de mamona+farinha de osso), principalmente quando a planta estiver florescendo. Coloque pequenas porções da mistura orgânica nas bordas do vaso. Nunca adube durante o Inverno ou quando a planta estiver debilitada. Inicie a adubação quando os brotos florais surgirem. No Outono pode-se utilizar um fertilizante de lenta decomposição, tipo osmocote.

Poda: Após o término da floração faça uma poda vigorosa eliminando os galhos velhos ou mal formados. Espere aparecer seis a oito folhas e comece a pinçar regularmente as brotações novas deixando duas ou três folhas. Este processo deverá ser feito até a metade da Primavera.

Transplante: Deve-se transplantar a cada dois ou três anos, eliminando a metade das raízes e procurando também eliminar cuidadosamente raízes mortas, lesionadas ou mal formadas. O transplante se realizará antes da brotação, cuidando para que, no período após o transplante e antes dos brotos novos surgirem, o solo não se mantenha sempre encharcado, pois este fator poderia acarretar o apodrecimento das raízes.

Dica: Escolha um vaso profundo com um orifício de drenagem grande. Preencha o fundo do vaso com uma camada de cascalho e carvão de bambu, acrescentando um pouco de areia lavada grossa (de rio, sem peneirar). .















Bougainville ainda plantada na garrafa pet, brotação intensa, folhagem em expansão


Recém plantada no vaso

 Início do outono, começando a  florecer


Bougainville - Fim do outono . Floraçao  Aguardando desenvolvimento de nova brotação para definição de estilo.







domingo, 15 de maio de 2011

Projeto Acerola - Do amigo, Ricardo Carraro

Olá Amigos,


Projeto de um grande colaborador do blog, o amigo Ricardo Carraro (Kadoxi), com seu projeto de Aceroleira.



acerola (Malpighia emarginata), também conhecida popularmente como cereja-das-antilhas ou cereja-de-barbados, tem origem nas Antrilhas, América do Central e norte da America do Sul. Pertence à família das Malphighiaceae.
O fruto nasce na aceroleira, que é um arbusto de até três metros de altura, cujo tronco se ramifica desde a base e cuja copa é bastante densa com pequenas folhas verde-escuras e brilhantes. Suas flores, de cor rósea-esbranquiçada, são dispostas em cachos e têm floração durante todo o ano. Após três ou quatro semanas, se dá sua frutificação. Por ser uma planta muito rústica e resistente, ela se espalhou facilmente por várias áreas tropicais, subtropicais e até semiáridas. A acerola, quando madura, tem uma variação de cor que vai do vermelho ao vinho, passando pelo alaranjado. Esta coloração é resultado da presença de antocianinas, especialmente pelargonidina e malvidina.
A acerola está dividida em duas seleções: a acerola vermelha e a acerola laranja.

No Brasil, o cultivo de acerolas teve um forte crescimento nos últimos vinte anos, sendo hoje uma importante cultura da Região Nordeste, principalmente na agroindustria de polpa de fruta congelada.Nos países de clima quente ou tropical, a acerola vem ganhando cada vez mais destaque em seu cultivo como bonsai de interior.O teor de ácido ascórbico em 100g de polpa de acerola excede 1000 mg, valor equivalente aos efervescentes no padrão 1g (um grama).









Variedades



Existem mais de 42 variedades de acerola que são cultivadas no Brasil. As principais são:
  • Apodi (BRS 235)
  • Cabocla
  • Cereja (BRS 236)
  • Frutacor (BRS 238)
  • Okinawa
  • Olivier
  • Roxinha (BRS 237)
  • Rubra
  • Sertaneja (BRS 152)






                                                              ACEROLA, AINDA SEM DEFINIÇÃO!!!!!

                     29.04.10 - a idéia era fazer um Moyogi.






06.07.10 - com os galhos mais grossos e começando a ramificar




                                                               16.01.11 - crescendo livre







   5.05.11 - com boa ramificação, mas distante do projeto. A idéia é reduzir na altura do primeiro galho frontal pra compactar a copa."                                                                                                                                                     


                                                                     
                                                                     Uma idéia da ramificação





                                       A folha da planta normal e a folha reduzida do bonsai








FICA AQUI O AGRADECIMENTO AO AMIGO  RICARDO CARRARO QUE COLABORA COM O BLOG, E ESTAMOS AGUARDANDO A DIVULGAÇÃO DE SEUS NOVOS PROJETOS .

sábado, 14 de maio de 2011

Projeto Duranta (Pingo de Ouro)

Evolução: Duranta Repens Aurea


Dados da espécie



Nome científico:  Duranta repens 'Aurea'
Nome popular: Pingo de ouro, Violeteira.
Família: Verbenaceae

Origem: Brasil, América do Sul, central e Norte.

Porte: 1 a 1,5 metro de altura.

Flores: produz pequenas flores de cor violeta ou brancas, formadas na primavera-verão. As flores não têm grande importância ornamental.

Características: Arbusto lenhoso de ramagem densa amarelo-esverdeada, que fica com cor mais exuberante se exposto à sol-pleno. Produz pequenos frutos amarelos no outono,  que atraem os pássaros. Prefere clima quente e úmido mas é muito utilizado no sul do Brasil. Tipo de solo é o rico em matéria orgânica, ou seja, bem adubado. Suporta solos mais secos e regas semanais.
Propagação: Por estaquia de ponta de ramos.


                                                                       Brotação Livre


                                                                   Após poda e aramação


Após poda da copa.


Agora é esperar e ver como vai crescer!!!!!!

terça-feira, 10 de maio de 2011

A Poda: Quando e como podar?

 A PODA




 A poda é sem duvida o mais importante, é o segredo que faz com que um Bonsai cresça em boa saúde e se mantenha a "árvore em miniatura".

 Existem dois tipos de poda, são duas intervenções imprescindíveis no trabalho do bonsaísta, a chamada de poda aérea que proporciona iluminação, ventilação e forma ao Bonsai e a poda de raízes que lhe confere vida e saúde para poder viver num meio tão restrito, sendo esta ultima a mais delicada.


PODA DE RAÍZES  
Poda de raiz: Atividade muito delicada.


De Tempos em tempos todos os Bonsai necessita ter o solo substituído e com a sua substituição, as raízes podadas. Mas quando é que isto deve acontecer? Visto que o desenvolvimento de raízes é mais acentuado nas plantas mais jovens o intervalo de tempo entre cada transplante é variável, sendo fundamentalmente, ditado pela espécie e idade da árvore da seguinte forma.


Idades até 10 anos: Transplantar o Bonsai de dois em dois anos. Para as espécies tropicais cujo crescimento das raízes é rápido, transplantar anualmente.
Idade de 10  a 20 anos: O transplante é realizado a cada três anos.
Idade de mais de 20 anos: O transplante acontece segundo observação da massa radicular, para tal levantar a árvore da terra e observar  o estado do "bolo" terra/raízes, se não existir solo suficiente e as raízes ocuparem todo o vaso, então está na altura certa. Em casos extremos, as raízes "fogem" mesmo do vaso através do furo de drenagem.
Raízes tomando tomando conta do vaso, já sem o substrato



O replantio ou transplante passo a passo

 
Levantar a árvore do vaso: dependendo da forma da borda do vaso e/ou da condição do torrão, pode ser necessário o uso de uma espátula para a sua libertação. 

Destorroar: com o auxílio do palito, ou de um gancho apropriado (este último para torrões maiores), é feita a remoção do solo, em seguida, libertando/desembaraçando ou penteando as raízes mais finas, com movimentos radiais e no sentido do centro para a borda, evitando danificá-las. Em casos extremos, quando o torrão, ou parte deste, está muito compacto, deve-se usar água (por imersão ou jacto) como auxiliar.
As raízes podem ser irreversivelmente danificadas se expostas ao sol ou ao vento - cuide para que não se desidratem. 

Destorrando com ajuda de água.


Podar raízes: deve ser feito o desbaste das raízes de modo a equilibrar o comprimento das mesmas, cortar cerca de um terço (1/3).  Em caso de podar uma raiz mais grossa, aplique uma massa vedante apropriada, o corte deve ser feito de uma só vez com tesoura afiada para não esmagar.
Poda de raiz com tesoura própria e bem afiada.


Preparar o vaso: normalmente utilizamos o mesmo vaso. Primeiramente o vaso é lavado e aplica-se nos furos de drenagem uma rede fina de Nylon para evitar que o solo saia.
Tela - Colocada no fundo do vazo


Plantar: cobre-se o fundo do vaso com uma fina camada de gravilha ou areão para facilitar a drenagem e com isso evitar que as raízes fiquem ensopadas e apodreçam. Cobre-se esse areão com uma camada de solo e  assenta-se a árvore no vaso distribuindo as raízes em círculo. Cobrem-se com a mistura de terra de que já falamos  anteriormente . Com o palito é feita a acomodação do substrato entre as raízes. Deve-se depois apertar bem a terra com a ajuda de uma pá para eliminar possíveis bolsas de ar nas raízes e ter o cuidado de deixar visíveis as raízes grossas junto ao tronco, elas conferem maturidade ao Bonsai. Termina-se cobrindo com musgo, o qual tem dupla finalidade; o de manter a húmidade e o de embelezar o projeto assim como facilitar a sua rega. Pode ainda aplicar-se algumas pedras decorativas no vaso, aconselho a pedra vulcânica japonesa Ibigawa, existe à venda nos centro Bonsai. 

Regar: concluindo o replantio, efetua-se uma rega intensa. Mergulhar o vaso até meio numa bandeja de água durante uns minutos. Só deve voltar a regar quando a terra esteja seca, ter em consideração que as raízes foram cortadas e estão sensíveis, facilmente podem morrer. Durante três semanas evitar expor o Bonsai ao sol e ao vento. 

ATENÇÃO: Esta operação deve ser efetuada somente no inicio da época vegetativa, inicio da Primavera, logo que brotem as primeiras folhas, esta é a época em que as raízes estão em crescimento.
A copa é o espelho das raízes. Assim, na maioria das vezes em que o bonsai se mostra com folhas "pálidas", galhos secando e aparência debilitada, a causa está no sistema radicular. A água responde por 80% ou mais destes casos, seja por excesso como por falta.

PODA AÉREA

A poda de galhos e folhas também deverá ser realizada de uma maneira periódica, sendo sua frequência normalmente maior do que a poda de raiz. Nesta atividade temos ferramentas desenvolvidas,     especialmente para alguns tipos de plantas que necessitam que suas folhas sejam desbastadas e este procedimento se faz através de tesoura com ponta fina e pinças de diferentes tamanhos e formatos, assim como alicates  para os troncos mais grossos.
Podar quer dizer tirar galhos em excesso. É importante que através da massa folhar se possa ver o tronco o que ajuda com que a luz e o ar cheguem ao seu interior.
A época da poda dependerá da espécie de planta e da estação do ano, mas vai geralmente efetuada durante a Primavera / Verão.
Mas poda é também direcionamento, os galhos que crescem na parte inferior das pernadas serão eliminados por não serem naturais nas árvores em plena natureza. Bonsai é isso, é a imitação de uma árvore "gigante" em tamanho reduzido. Quanto aos galhos novos, eles crescem demasiado e se alongam saindo fora da silhueta do projeto, então há que os encurtar reduzindo-os a dois
conjuntos de folhas. A isto chamamos educação do Bonsai. Este método ajuda o aparecimento de novas pernadas pois a planta necessita repor a parte em falta, aumentando as ramificações.
Poda Aérea: Dando forma ao bonsai

segunda-feira, 9 de maio de 2011

ARAMAR: Fundamental para o crescimento e formação do bonsai.



Para que o  bonsai seja uma planta bonita  e harmoniosa , é fundamental que tenha um desenvolvimento homogéneo. Assim, aramar é fundamental para manter  a sua árvore sempre em forma.
Existem algumas técnicas específicas que podem ser utilizadas na manutenção do bonsai. Uma das mais usadas e que mais resultados práticos apresenta é a de aramar. Trata-se de uma prática que requer muita habilidade por parte do bonsaista e a sua correta execução permite que o bonsai se desenvolva de de acordo com o estilo desejado.
Deve se ressaltar que nem todas as plantas necessitam de ser aramadas, uma vez que a técnica de aramar é apenas para ser usada especificamente como método de correção e/ou prevenção na formação de uma planta.

O fio que é utilizado no aramar de um determinado bonsai é um fio em cobre ou em alumínio (mais maleável) e a força/pressão que este faz sobre a árvore deve ser verificada constantemente para que a planta não sofra de stress, nem fique com galhos estrangulados. A grossura do arame depende da força que tem de exercer para fazer vergar os ramos. Contudo, de uma maneira geral, os arames oscilam entre os 0,5 e os 5 milímetros.



Deve-se observar para aramar

Para aramar corretamente o seu bonsai , existem alguns aspetos a que deve dedicar a sua atenção:

Seguindo as curvas da planta         

       Um dos maiores segredos ao empregar a técnica de aramar no seu bonsai passa por imitar as curvas naturais que essa árvore tem na natureza;                             




















·         Certifique-se que coloca arame apenas nos ramos mais fortes, de modo a que a pressão exercida no ramo não o estrague irremediavelmente;








Arame no próprio ramo




         Pode aramar um ramo a outro ramo (este deve ser igualmente forte) ou ao próprio vaso, de forma a corrigir e moldar a silhueta da sua planta;









          Não regue seu bonsai no dia anterior da aramagem, pois isso implica uma carga de trabalho excessiva para a sua planta, além de deixar os galhos mais delicados, com maior risco de quebrar;


          Depois de aramar o seu bonsai, deve colocar a planta à sombra durante um período de duas semanas. É uma maneira da árvore descansar depois da operação a que foi submetida;

          Para obterem a forma ideal, as árvores coníferas devem ser aramadas no Inverno, mantendo o arame durante cerca de um ano. Por outro lado, árvores decíduas, como as macieiras e laranjeiras devem ser aramadas    
   no Verão, mantendo o arame cerca de três meses, ou seja, até ao Outono;


·         Confira todas as semanas se a zona aramada do seu bonsai apresenta algum corte à superfície. Caso apresente alguma incisão, é conveniente cobri-la com pasta de selagem para garantir a sua correta cicatrização. Deve estar atento a esta condicionante na estação da Primavera e do Verão, pois é quando a planta mais se desenvolve e é quando os ramos ficam mais fortes.









sábado, 7 de maio de 2011

Novo Projeto Pingo de Ouro -

                               
Após de muito crescimento no solo o Pingo de ouro acabou de ser colocado no vazo.                                                                                                                                           ainda sem forma, aguardando período de adaptação para que receba amarração e comece a tomar forma!!!
Voltou para o local onde estava plantado para adaptação ao envazamento.


                                                                   Primeira amarração!!!!!!!





Começando a tomar forma após amarração e poda de alguns galhos!

                                         Após amarração, tomando forma e estilo sendo definido!!!!

 Após amarração, outro lado!!!!



                                                                Detalhe do tronco!!!!

Estilos de bonsai

Bunjin – Também conhecido como  estilo, literati, É um estilo de forma livre,  geralmente sinuoso. Este estilo não se submete a regras, possui formas variadas, ao gosto do bonsaísta, é estilo que pode-se utilizar a imagem sem limites.. Usa vasos redondos ou arredondados, pesados na base para suportar a planta sem quedas.
Chokkan  (ereto formal) – Estilo que se caracteriza por possuir um único tronco reto e que vai se afilando em direção ao ápice. O primeiro ramo deve sair do primeiro terço do tronco (a direita ou a esquerda, é indiferente). O segundo ramo deve ser oposto ao primeiro, e os demais distribuindo-se em ângulos diferentes em posição de espiral até a ponta da planta. É um estilo bastante encontrado na natureza, sobretudo em florestas de coníferas.
bonsai-Fukinagashi-2.jpg
Fukinagashi – (estilo varrido pelo vento) Estilo de Bonsai que lembra uma planta nascida em condições adversas de muito vento. Este estilo pode apresentar graus variados de inclinação e marcar nitidamente um deles como o mais atingido pela intempérie. É um estilo apresentado geralmente com escassa folhagem para aparentar ao máximo a idéia de crescimento em condições adversas.
Han Kengai – (semi cascata) É um estilo parecido com o anterior sendo que a sua forma é mais suave e a sua inclinação não ultrapassa a borda do vaso, embora ela nitidamente apresente a tendência de queda.
Kengai – (cascata) É um estilo que representa uma planta nascida num barranco a beira d’água. Devido a esta condição particular de crescimento ela se desenvolve na direção da luz refletida na água. Embora pareça estranho para alguns é uma forma bastante comum na natureza. Nos vasos de Bonsai o seu crescimento se dá abaixo da borda. É um estilo que apresenta inúmeras variações.
Hokidachi – (escova ou vassoura) Estilo de tronco reto, no qual os ramos saem em grande quantidade de um determinado ponto do tronco, formando uma copa redonda ou arredondada. Neste estilo no mínimo um terço da parte ramificada do tronco deve ficar visível ao observador. A planta como um todo deve lembrar uma vassoura ou uma sombrinha aberta.
Moyogi – (estilo vertical informal) Estilo vertical de tronco sinuoso. Da mesma forma que os demais estilos verticais, deve iniciar a ramificação no primeiro terço do tronco. Seus ramos devem sair sempre da parte externa das curvas.
Neagari – (raízes expostas) Estilo em que representa-se uma planta com o seu sistema radicular atacado pela erosão de solo, expondo a parte mais grossa das raízes e dando a impressão de que elas fazem parte do tronco.
Shakan – (Estilo reto, porém inclinado em relação ao eixo vertical). A idéia de equilíbrio é dada pela disposição harmoniosa dos ramos, enfatizando-se o lado oposto a inclinação pela disposição dos ramos e raízes.
Yose-Ue – Consiste num grupo de árvores plantadas em um vaso razo. A idéia é apresentar um bosque ou floresta. Geralmente as árvores usadas são de espécies diferentes. Ocasionalmente usam-se árvores de folhas caducas misturadas e outras sempre-verdes, de modo a produzir contrastes especiais.
Yose-Ue – Bosque ou floresta
Penjing – Uma paisagem em uma bandeja. Basicamente é isso, capturar os detalhes de uma paisagem e reproduzí-los em miniatura, utilizando-se bonsai. A beleza dos detalhes e da disposição das árvores é que faz toda a diferença, é uma técnica muito apreciada, porém exige muita atenção e paciência.